História de Muçum
A história do município de Muçum, localizado a aproximadamente 156 km de Porto Alegre apenas 50 km de Bento Gonçalves a região da Uva e Vinho, é marcada por uma profunda relação com o Rio Taquari — elemento natural que não apenas moldou sua geografia, mas também definiu sua identidade cultural, econômica e social ao longo do tempo.
Desde seus primórdios, Muçum se desenvolveu como um ponto estratégico às margens do rio, servindo de passagem para navegadores, comerciantes e exploradores. Muito antes da formação oficial do município, a região já era conhecida por viajantes que percorriam o Taquari, especialmente pela presença de uma cachoeira que se tornaria símbolo local.
Origens e Primeiros Registros
A primeira menção oficial ao nome “Mussum” remonta ao ano de 1862, em um relatório do Capitão Antônio Augusto Arruda, engenheiro do Exército Nacional. Ele descreveu a cachoeira existente no local, nomeando-a a partir da grande quantidade do peixe muçum encontrado nas águas do rio — um peixe típico da região e bastante comum naquele período.
Mapas antigos, datados entre 1870 e 1880, indicam que as terras da atual Muçum pertenciam a grandes proprietários, como Eduardo Palassin Guinle, o José Francisco dos Santos Pinto, além dos irmãos Dutra e de Antônio Fialho de Vargas. Ao mesmo tempo, pequenas áreas devolutas pertenciam ao governo, abrindo espaço para o surgimento gradual de um povoado.
Formação do Povoado e Desenvolvimento
O crescimento de Muçum está diretamente ligado ao movimento de navegadores, ervateiros, comerciantes e colonizadores — muitos deles descendentes de imigrantes italianos — que se fixaram nas barrancas do rio. O local passou a ser conhecido como porto natural, facilitando o escoamento de produtos como erva-mate e madeira.
Com o passar do tempo, o povoado ganhou importância regional. Em 1903, com a criação do município de Guaporé, a localidade foi anexada ao distrito de General Osório. Apesar da denominação oficial, o nome “Muçum” permaneceu vivo na tradição popular, demonstrando o forte vínculo da comunidade com suas origens.
Consolidação Administrativa
Em 1938, General Osório foi elevado à categoria de vila por decreto estadual, e nesse mesmo período o nome foi oficialmente alterado para “Mussum”, ainda com grafia antiga. Esse momento marcou o fortalecimento da identidade administrativa da localidade.
A emancipação política veio em 11 de julho de 1959, quando o município conquistou sua autonomia. Foi também nesse momento que a grafia foi oficialmente definida como “Muçum”, com “ç”, conforme registro do IBGE — forma que permanece até os dias atuais e representa a consolidação definitiva de sua identidade.
Cultura, Lendas e Identidade
A origem do nome “Muçum” é cercada por diferentes narrativas que refletem a riqueza cultural da região. Entre elas, destacam-se:
- A versão oficial, ligada ao peixe muçum abundante no rio, sendo a mais aceita historicamente;
- A lenda do “burro grande”, atribuída a colonizadores italianos que teriam usado a expressão “Varda que Mussom!”;
- A hipótese do agrimensor Mussmèry, embora sem comprovação documental;
- A versão indígena, que associa o nome ao uso de cipós para travessia do rio.
Essas histórias, mais do que explicar a origem do nome, revelam o encontro de culturas — indígena, portuguesa e italiana — que formaram a base da identidade muçunense.
Um Povo Forjado pela Resiliência
Ao longo de sua trajetória, Muçum consolidou-se como uma cidade marcada pela força de seu povo. A convivência com o rio, que ao mesmo tempo traz desenvolvimento e desafios, contribuiu para formar uma comunidade resiliente, solidária e profundamente conectada às suas raízes.
Hoje, Muçum se destaca não apenas por sua história, mas também por sua cultura, suas paisagens e seu espírito acolhedor. É uma cidade que carrega no seu passado as marcas do esforço coletivo e, no presente, projeta um futuro pautado no desenvolvimento e na valorização de sua identidade.
Fonte: Site Prefeitura Municipial
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